
Por Ivan Pessoa*
Sólido feito a barra, lhe invadia/
Ela sussurrava ao meu ouvido: - Violenta!
Então em réplica lhe sentenciei: - Pois senta,
E orienta tuas pernas nesta noite fria.
Enquanto a noite lhe molhava a flor sedenta,
Dedava-lhe os fundos de sua lua com maestria,
Com dessemelhante desfaçatez ela me dizia:
- Pois agora me santificai com água benta.
De tão sólida natureza como era a barra,
Seu encanto abria-lhe a boca estranha:
- Porra!
Sabia-lhe a cachorra, a única que enquanto sarra,
Seu desejo de ser mulher torna-lhe aranha,
Aquela que depois de saciada, castra: - Pois agora morra!
Ela sussurrava ao meu ouvido: - Violenta!
Então em réplica lhe sentenciei: - Pois senta,
E orienta tuas pernas nesta noite fria.
Enquanto a noite lhe molhava a flor sedenta,
Dedava-lhe os fundos de sua lua com maestria,
Com dessemelhante desfaçatez ela me dizia:
- Pois agora me santificai com água benta.
De tão sólida natureza como era a barra,
Seu encanto abria-lhe a boca estranha:
- Porra!
Sabia-lhe a cachorra, a única que enquanto sarra,
Seu desejo de ser mulher torna-lhe aranha,
Aquela que depois de saciada, castra: - Pois agora morra!





2 comentários:
...simplesmente
muito bom!!!!!!
aquele abraço
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