domingo, 5 de setembro de 2010

O beijo da Mulher aranha.


Por Ivan Pessoa*


Sólido feito a barra, lhe invadia/
Ela sussurrava ao meu ouvido: - Violenta!
Então em réplica lhe sentenciei: - Pois senta,
E orienta tuas pernas nesta noite fria.

Enquanto a noite lhe molhava a flor sedenta,
Dedava-lhe os fundos de sua lua com maestria,
Com dessemelhante desfaçatez ela me dizia:
- Pois agora me santificai com água benta.

De tão sólida natureza como era a barra,
Seu encanto abria-lhe a boca estranha:
- Porra!

Sabia-lhe a cachorra, a única que enquanto sarra,
Seu desejo de ser mulher torna-lhe aranha,
Aquela que depois de saciada, castra: - Pois agora morra!

2 comentários:

guru martins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
guru martins disse...

...simplesmente
muito bom!!!!!!

aquele abraço