
Por Ivan Pessoa*
A boca se dá, no que se abre, tamanha.
Os olhos, petrificados, desacreditam a cena.
A despeito do pétreo olhar que vê, morena,
a boca pisca, entrecortando sua façanha.
Piscando através da fresta, a boca acena,
um esgar que oriça, feito a súbita aranha,
oriçada com pêlos, pelos quais condena,
o olhar que vê petrificado e lhe abocanha.
Como toda boca é o volume que se fecha,
o volume daquela boca invadia a sala mais bojuda,
abrindo-se progressivamente feito a brecha.
O olho cegando-se percebia-lhe mais carnuda,
à proporção que apontava a ponta da flecha,
no alvo daquela boca, avolumada de bocuda.
Os olhos, petrificados, desacreditam a cena.
A despeito do pétreo olhar que vê, morena,
a boca pisca, entrecortando sua façanha.
Piscando através da fresta, a boca acena,
um esgar que oriça, feito a súbita aranha,
oriçada com pêlos, pelos quais condena,
o olhar que vê petrificado e lhe abocanha.
Como toda boca é o volume que se fecha,
o volume daquela boca invadia a sala mais bojuda,
abrindo-se progressivamente feito a brecha.
O olho cegando-se percebia-lhe mais carnuda,
à proporção que apontava a ponta da flecha,
no alvo daquela boca, avolumada de bocuda.





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