Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

O sonetista recomenda: Pedro Du Bois.


DORES

Quando a dor
varre do pensamento
o dia anterior, sofre a imperícia
de haver cessado o corpo
ao prazer. Os dias não se repetem
e a função
desenvolta sorri
dores insuportáveis.

Suponho ser o dia posterior
o elemento incalculável
do desprazer.

(Pedro Du Bois, inédito)

blog do Pedro Du Bois:

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